quinta-feira, 15 de abril de 2010

A PRIMAVERA

FLORES DO CAMPO

Ao Chegar ao Corterredor
Encontro campos verdejantes
Encontro vales e montes
Beijando-se como amantes

Ao passear no campo
Encontre esta flor
Parei, Olhei, Pensei
É a Primavera no seu melhor

Agradeço-te primavera
Por florir a nossa serra
Por poder contemplar
O que se cria na terra

Na ribeira corre a água
Sinto calma no meu coração
Agradeço a Deus por tudo isto
Que me dá esta sensação

Poema de Eugénia Cruz
2010

domingo, 11 de abril de 2010

AS BOAS FESTA "CORTERREDOR"

A Páscoa cristã, centra-se no domingo em que se celebra a ressurreição de Cristo. A Páscoa, que em hebraico significa passagem, era celebrada pelos judeus para comemorar a sua libertação do cativeiro egípcio, presume-se que durante o reinado do faraó Ramsés II.

A Páscoa nas nossas aldeias felizmente ainda mantém a tradição das boas festas, ou seja, o Sr. Padre ou seus representantes vão de casa em casa dar a beijar o Senhor Jesus.
No domingo de Pascoa depois do almoço as pessoas desta aldeia juntaram-se num local chamado “Irvideiro” que fica situado no início da aldeia à espera do compasso (as pessoas que bem dar as boas festas). Quando chegam toca-se o sino da capela para anunciarem a sua chegada.
As portas das casas estão abertas, enfeitadas com ramos de alecrim e Loureiro, para o compasso saber que ali se entra.
No compasso vão ou seus representantes, uma pessoa leva um crucifixo enfeitado de flores, outra leva a água benta, outra leva a sineta e outra vai com um saco para meter o dinheiro, também chamado por folar,. As pessoas da aldeia acompanham o compasso de casa em casa, cantando a "Aleluia Jesus ressuscitou (…)!
Todo o compasso entra nas casas menos o da sineta que fica na rua a tocar a mesma. À volta da mesa encontram-se as pessoas, na entra da sala os donos da casa. O Sr. Padre, ou seu representante, entra e com água benta, benze a casa dizendo “hoje é o dia em que o Sr. Ressuscitou, nele exultemos e alegremo-nos aleluia, aleluia, aleluia”. Cumprimenta os donos da casa e família directa. A pessoa que leva a cruz eleva-a à família e aos presentes para todos darem um beijinho no Senhor Jesus. Os donos da casa oferecem o que está na mesa, pede-lhes que comam e bebam à sua vontade.

Depois, na última casa os donos dessa casa oferecem o lanche a todos. Este ano foi na casa da D. Belmira e do Sr. Armando, que a todos brindaram com as suas iguarias. As pessoas despediram-se do compasso com um cantito da Aleluia, desejando que para o ano voltem.
Assim, para mais tarde recordar deixo aqui algumas fotos tiradas por mim nesta linda tarde.

E é assim a pascoa nas nossas aldeias.

ESTÃO QUASE A CHEGAR !

DE QUE ESTARÃO A FALAR ?

CHEGARAM!!! O POVO ACOMPANHA.


AS PORTAS ENFEITADAS

PARA ONDE ESTARÃO A OLHAR ?

ENTRE SR! DEPOIS ENTRAREMOS NÓS.

UMA DAS MESAS

O DINHEIRINHO VAI AQUI....

O SR. QUE LEVAVA A CRUZ .

MAIS UMA CASA A VISITAR

A MESA QUE NOS ESPERAVA NO FINAL. QUE DELÍCIA!

OS GRUPOS QUE VISITARAM AS VÁRIAS ALDEIAS

NA DESPEDIDA TODOS A CANTARAM O ALELUIA.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

CENTRO DE ARTESANATO E DINAMIZAÇÃO SOCIAL DO VALE DO CEIRA "CORTERREDOR"

Centro de Artesanato e Dinamização Social do Vale do Ceira é inaugurado amanhã na aldeia de Corterredor. Em causa está um projecto promovido pela ADIBER (Associação de Desenvolvimento da Beira Serra) que pretende afirmar-se como um baluarte no combate à desertificação e no apoio social a uma população marcadamente idosa. E não é por acaso que o projecto, cuja construção começou em 2006, é agora inaugurado, num ano eleito, em termos europeus, como de Combate à Pobreza e à Exclusão Social. «A pobreza não é unicamente motivada pela falta de dinheiro, não é exclusivamente de carácter económico», afirma a ADIBER, sublinhando que o isolamento e a solidão são factores que contribuem para essa pobreza e exclusão social que se quer combater.
O centro representa, de acordo com José Cabeças, presidente da direcção da ADIBER, um investimento de 70 mil euros, apoiado pelo programa AGRIS, e apresenta duas valências, uma dedicada ao artesanato e a outra que se pretende afirmar como centro cívico e social da aldeia.
Trata-se de um Centro de Dia, com capacidade para receber 16 idosos que, todavia, pretende ser muito mais do que um centro de dia. Este fazia falta, reconhece José Cabeças, e tanto assim é que «vai começar a funcionar na segunda-feira e a lotação já está esgotada». Mas, mais do que um espaço onde os idosos tomam as refeições, pretende-se que seja um espaço de «encontro e convívio», onde os habitantes do Corterredor possam conversar e conviver, criando uma proximidade que as paredes das suas casasnão permitem. Por isso mesmo a ADIBER, ao invés de Centro de Dia prefere chamar-lhe Centro de Dinamização Social, uma vez que tem uma perspectiva mais envolvente em relação à comunidade que se prepara para servir.
Se à ADIBER coube a tarefa de erguer o espaço e garantir o seu equipamento - que implicou um investimento na casa dos 30 mil euros e o apoio do programa Progride - já não faz parte da sua vocação garantir-lhe a gestão. Por isso, refere José Cabeças, no dia da inauguração será «firmado um protocolo com a Misericórdia de Góis, entidade que vai assumir a gestão do Centro de Dinamização Social». As razões são várias, uma vez que, esclarece, esta instituição já tem um “know how” acrescido em matéria de apoio a idosos, sendo responsável por vários espaços, nomeadamente na vizinha localidade da Cabreira, garantindo actualmente apoio domiciliário aos idosos do Corterredor.



Promover artesanato

A segunda valência do edifício é inteiramente dedicada ao artesanato. «Não se pretende criar um ponto de venda», refere a ADIBER, sublinhando que o objectivo deste espaço é «a promoção e valorização» desse mesmo património, onde «se pretende realizar actividades relacionadas com o artesanato», nomeadamente «ter artesãos a trabalhar ao vivo».
E o mote dessa experiência é dado já no momento da inauguração, uma vez que vai ficar marcada com uma exposição de trabalhos de uma artesã da Cabreira, que também vai estar presente. A D. Amélia da Cabreira, como é conhecida, tem um génio criador singular, que a leva a transformar o velho em novo e a reutilizar objectos cujo destino certo era o lixo, transformando-os em originais artefactos decorativos. Desde telhas a garrafas, passando por cabaças, ou cortiços, a artesã molda-os com engenho e dali resultam verdadeiras obras de arte.
Tradicional naquela zona do Vale do Ceira são as colheres de pau, feitas até há bem pouco tempo por um artesão do Cadafaz, que já deixou de produzir e, claro, os trabalhos em xisto. Curioso é o facto de haver, também na freguesia, o que se poderá chamar um artesão de grande escala, uma vez que trabalha exclusivamente na recuperação das tradicionais casas de xisto (não as miniaturas, mas as de habitação). É este património que, sublinha a ADIBER, «se pretende valorizar, divulgar e promover».

Edifício recuperado mantendo traça original

José Cabeças justifica de forma poética a escolha do Corterredor para instalar este Centro de Artesanato e Dinamização do Vale do Ceira. «Não se pode deixar morrer a aldeia», afirma, sublinhando que «o Corterredor é o nossos Piódão, uma vez que é, no concelho de Góis, a aldeia mais parecida e que mais faz lembrar o Piódão». E efectivamente, os traços da construção em xisto estão ali presentes e o edifício onde vai funcionar o Centro de Dinamização Social e de Artesanato é um exemplar genuíno. Com efeito, trata-se de um edifício antigo, que foi submetido a profundas obras de recuperação e mantém a traça original, característica das casas de xisto. O interior foi todo demolido e construído de novo, mas de pé ficaram as paredes exteriores, que mantêm, agora com um “ar” renovado, o seu aspecto original.
Texto Publicado em:
in Diario de Coimbra, 27/03/10 e/ http://goislivre.blogspot.com/

domingo, 28 de março de 2010

MUDANÇA DE HORA


Esta noite mudou a hora, vamos entrar na Hora de Verão. Este horário vai manter até ao dia 30 de Outubro de 2010.

Não se esqueça de adiantar o seu relógio em 60 minutos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE DIA CORTERREDOR

Aldeia do Corterredor

Centro de Dia


Entrada do Centro de dia

Com a presença da Sr Presidente da Câmara Municipal de Gois Dr.ª. Maria de Lurdes Castanheira, um representante da ARS de Coimbra, o Coordenador da ADIBER de Gois, o Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Dr. José Cabeças, representantes da Comissão de Melhoramentos do Corterredor, Presidente da Junta de Freguesia do Cadafaz, além de outras individualidades, vai ser inaugurada no dia 28 de Março de 2010 (domingo) pelas 15 Horas um novo Centro de Dia do Corterredor.

Para esta inauguração estão também convidados todos os residentes e não residente do Corterredor, pois deve ser uma grande honra para este povo, este grande feito.

Este sonho de 14 anos, vai finalmente ser concretizado. Mais uma obra a embelezar esta linda aldeia. O povo do Corterredor está de parabéns.
Este Centro de dia vai permitir para já tomar ali as refeições, almoço e lanche e dar a possibilidade de convívio entre as pessoas. Num futuro próximo outras valências estão previstas para esta casa.
Todos sabemos que um dos maiores flagelas deste século é os idosos! O nosso governo não tem olhado, quanto a mim, por eles como mereciam, alguns são simplesmente mais um. Como sabemos “O maior problema dos idosos é a solidão e nós queremos minimizar-lhes a solidão, esta casa vai estar aberta também para isso.

Sabemos que neste momento os residentes permanentes são poucos, mas se todos se juntarem e fizerem desta casa uma mais valia para a sua aldeia, serão muitos de certeza.
E, como o futuro a Deus pertence, qualquer um de nós poderá vir a precisar dos serviços deste Centro.
Não falte! Corterredor espera por si.
PS. Quem quiser ver mais fotos, pode velas neste blog no texto que publiquei em 24/7/2009 .

quinta-feira, 18 de março de 2010

DIA DO PAI


Dia do Pai constitui uma homenagem aos pais de todo o mundo. Em Portugal o Dia do Pai celebra-se a 19 de Março, o Dia dedicado a São José, pai de Jesus.

Desejo a todos os pais, um feliz dia.

Um poema para o Dia do Pai!


Ter um Pai! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos!

Ter um Pai! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra!

Ter um Pai! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão;

Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!

Ter um Pai! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher!

Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal!

Ter um Pai! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto!

Ter um Pai! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!

Poema de. Florbela Espanca

quarta-feira, 17 de março de 2010

A PÁSCOA



Toca o sino na capela
Surgem foguetes no ar
Põem-se flores na ruela,
Nossa Páscoa vai chegar.

Abrem-se as portas à Cruz
Neste dia tão festejado,
Entre nós vai estar Jesus
Como nosso convidado

E o povo da minha aldeia
Trajando todo a rigor
De casa em casa passeia
Beijando a Cruz do Senhor.

Numa bela comunhão
De pura fraternidade,
Vibra em cada coração
A corrente d'amizade.

Nas casinhas do lugar
Onde a festa nos rodeia,
Encontramos em cada lar
Uma mesa sempre cheia.

Nesta onda de alegria,
Que a Páscoa nos faz viver,
Há sempre durante o dia
Um copito p'ra beber.

E à noite já satisfeitos
Com um grãozinho na asa
Uns tortos, outros direitos,
Todos vão dormir p'ra casa.

Poema de: Rama L Rama