quinta-feira, 9 de setembro de 2010

FESTA DE VERÃO NO CORTERREDOR 2010

Nos dias 14 e 15 de Agosto realizaram-se as festas da Comissão de Melhoramentos de Corterredor.

Não podia deixar de desmontar aqui mais uma das tradições desta aldeia.

O dia que antecedeu a festa foi de muito trabalho pois as pessoas cada vez são menos para trabalhar e tudo isto dá trabalho…

Mas, homens e mulheres, toca a arregaçar as mangas e enfeitar o recanto de magia existente nesta terra propício a estes eventos, e não só, onde se passaram momentos de alegria e pura magia.

Uns estendiam o fio, outros a aparelhagem, outros montavam a quermesse (aqui fica um obrigado especial à Fátima Lourenço e à Cláudia que durante uma semana todas as noites iam para a casa de convívio marcar e separar as rifas e à Isabel que mesmo longe numerou todas as rifas).



Cuidado! não caias dai de cima Nuno.


Os homens sempre a trabalhar.


O Cláudia e a Fátima pediram ajuda para montar a quermesse. Lá veio o Nuno ajudar...Que linda que ficou.


Momentos de laser...


Olha a quermesse que linda que está? Tem de tudo um pouco.

As rifas chegam para todos.

Como nada se faz sem a ajudinha de um petisco, durante a tarde alguém se lembrou de cozer uma bola de bacalhau no forno a lenha e levar para todos comermos. Outros deram a broa e outros um belo chouriço feito ali mesmo no grande frigideira já prontinha para as bifanas da festa.


Hora do lanche, a bola de bacalhau e a chouriça já estão em cima do balcão.

Sábado, pelas 9 horas, começou a tocar a aparelhagem que durante dois dias animou com a sua música. Pelas 15 horas realizou-se a missa por todos os que já partiram e pertenceram a esta terra.


O Altar da Nossa Senhora da Conceição. Lindo....

O resto da tarde foi em convívio, com momentos de jogos das cartas e outros e claro a quermesse foi um sucesso para crianças e adultos.



As crianças divertem-se e as jovens jogam às cartas.

A noite foi abrilhantada pela organista Magda Sofia, onde não faltou o tradicional leilão muito bem feito pelo Victor Almeida (confesso que em terra alguma vi um leilão render tanto dinheiro, bem haja a todos os que participaram


Vista geral da festa à noite. A organista na sua actuação...


Olha a garrafa de Whisks, está em 30 euros! quem dá mais?
E a bifana está quase pronta....

Domingo houve a tradicional sardinhada oferecida pela Emília Lopes e o marido, assim como um excelente presunto que a todos deliciou
.



Que bela sardinha? Obrigada aos assadores.....

Este presunto está uma delicia.....

Para matar saudades dos tempos da nossa juventude foram ainda feitas papas de milho que acompanharam a sardinha assada e deliciaram quem provou, pois mataram saudades dos tempos de criança (algumas pessoas diziam há 30 anos que não comiam papas). Na altura era uma comida para os mais desfavorecidos e hoje é um grande petisco.


As belas Papas de Milho....



E também não faltou a entremeada grelhada, ou seja, foi um lanche ajantarado.


O resto da tarde e noite correu em grande harmonia, convívio e animação.




OBRIGADOS AQUELES QUE VISITARAM ESTA TERRA. PARA O ANO CÁ VOS ESPERAMOS...

No entanto não esqueçam que dia 11 de Dezembro temos a festa em honra da Nossa Senhora da Conceição, seguida da já tradicional procissão. A noite será abrilhantada por um conjunto.


Mais tarde darei aqui mais informações.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

COMPLEXO HEALTH RESORTE NATURE DE GOIS

Complexo Health Resort Nature Góis

Assinado protocolo para a construção do Nature Góis:
Complexo Health Resort Nature Góis, destinado sobretudo à terceira idade, apresentado hoje
Coimbra, 06 mai (Lusa) -

Um empreendimento nas áreas do turismo, saúde e bem-estar, destinado essencialmente a pessoas da terceira idade, activas ou a necessitar de cuidados continuados, vai ser criado em Góis - foi hoje revelado.Apresentado como "um projecto pioneiro em Portugal", o Health Resort Nature Góis terá um hotel quatro estrelas, com 'spa' e 'health club", 86 apartamentos T1 ligados ao hotel, 34 vivendas autónomas do tipo V1, V2 e V3, com garagem, terraço, área para jardinagem, piscina e residências medicalizadas/assistidas para apoio a doentes de Alzheimer, psiquiatria, geriatria e cuidados continuados.
Apresentado hoje em Góis, o complexo, um investimento de 50 milhões de euros, começa a ser construído este ano ou no início do próximo e estará concluído em 2015, prevendo-se a inauguração do hotel e do 'spa' em Junho de 2012. Segundo a documentação distribuída na sessão, hoje foi assinado o protocolo de formalização do novo projeto por Alberto Mateus, responsável da empresa promotora, a Nature Sanus, SA, e pela presidente da Câmara de Góis, Maria de Lurdes Castanheira. "Preparado para receber até 460 pessoas com uma vida ativa e independente e até 300 utentes que necessitem de cuidados permanentes, o Nature Góis pretende ser um espaço onde é possível envelhecer com qualidade de vida", adianta o texto.
Dedicado à saúde, à natureza e ao bem-estar, o Nature Góis é descrito como "o primeiro Health Resort português, um empreendimento com cerca de 112.725 metros quadrados, dedicado essencialmente a seniores, e preparado para satisfazer as necessidades de quem tem uma vida activa e independente, ou de quem precisa de cuidados permanentes". "É o primeiro no nosso país a disponibilizar de uma forma integrada o bem-estar físico, psíquico, social, espiritual e intelectual, e simultâneamente a prevenção de saúde, através de uma alimentação adequada e cuidada, exercício físico acompanhado por especialistas, assistência de enfermagem e médica preventiva", é referido.
O empreendimento vai ser erguido à entrada da vila de Góis, na Quinta do Baião, junto do rio Ceira. "Todo o complexo será amigo do ambiente, com a máxima utilização de energia solar, isolamento térmico de paredes, vidros duplos, reaproveitamento e tratamento de águas limpas para reutilização em jardinagem", é referido. Pela sua vertente turística e pelo facto de incluir um hotel de quatro estrelas, o complexo estará aberto a qualquer pessoa que tenha a intenção de desfrutar de um turismo de natureza, saúde, bem-estar, 'touring' cultural e paisagístico, gastronomia, vinhos e turismo náutico. "No entanto, o principal foco deste projecto são as pessoas em idade sénior e présénior que procurem um local para descanso, relaxe e recreio mas que necessitem de algum suporte para ver satisfeitas as necessidades próprias da sua faixa etária".

MCS Lusa
tags: gois

domingo, 2 de maio de 2010

DIA DA MÃE - 2010


Mãe
Ser mulher é lindo, basta viver.
Ser esposa é fácil, basta amar
Ser mãe é difícil, basta sofrer

Mãe
Que verdade linda,
Que o nascer encerra.
Eu nasci de Ti,
Como a flor da terra

FELIZ DIA PARA TODAS AS MÃES DO MUNDO...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

CONSELHO REGIONAL DA CASA DO CONCELHO DE GOIS 2010-4-24

Recebi no meu mail um pedido do Conselho Regional da Casa do Concelho de Gois para publicar as seguintes fotos e texto o que faço com o maior prazer.






Conselho Regional -

Reuniu em plenário no passado dia 24, o Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis. A mesa foi composta pelo Presidente do Conselho Regional, Dr. Luís Filipe Martins; pela Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira; pelo Presidente da Direcção da Casa do Concelho de Góis, Sr. José Dias Santos e pelo Secretário-Geral do Conselho Regional Sr. Adriano Pacheco.
Com um número bastante significativo de colectividades representadas iniciaram-se os trabalhos com o Sr. Presidente do Conselho Regional a agradecer as presenças dos representantes das agremiações presentes e da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis. Fazendo uma pequena introdução sobre a ordem de trabalhos, e o modo como iria decorrer, prosseguiu com as suas palavras falando pelo Conselho a que preside, dizendo que sem querer ignorar o passado do Regionalismo, o qual é de uma riqueza inesquecível, é nosso propósito olhar para o futuro e analisar em pleno século XXI como deve ser o relacionamento entre o Movimento Regionalista, representado pelas diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos e o Poder Autárquico, representando nesse dia pela Sra. Presidente da Câmara Municipal.
Hoje, continuou; o papel das Comissões de Melhoramentos, não pode e não deve ser o mesmo que foi na segunda metade do século XX. Grande parte do trabalho que as Comissões efectuaram compete ao Poder Local, entidade responsável por realizar as obras necessárias ao desenvolvimento das nossas gentes deixando uma questão. Será que com essa transferência de responsabilidade, se esgotou o papel das Comissões? …”Claramente que não, teremos é que encontrar novos desafios, para o que estamos hoje aqui…”
Descreveu de seguida as três grandes linhas orientadoras para o relacionamento entre as diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos com o Poder Local.
Relativamente à primeira: “A representação da consciência das nossas gentes”, salientou que “… deve competir às Comissões, serem a consciência crítica da população da sua aldeia, exigindo junto do Poder Local, a efectivação concreta das necessidades básicas exigíveis para uma qualidade de vida a que temos direito, competindo-nos zelar pelo cumprimento, quer das promessas efectuadas, quer da realização das carências existentes nas nossas aldeias…”
“A descoberta de novos campos de actuação, por exemplo em termos culturais”, foi a segunda linha apresentada, referindo que “…compete às comissões poderem encontrar novos campos de actuação, onde possam trazer mais-valias aos moradores, possibilitando a abertura de novos horizontes quer no campo cultural, quer no campo de lazer, quer noutros campos a identificar, podendo nestes aspectos o Poder Local ajudar nesta procura de novos horizontes, partilhando conhecimentos, e novas ideias...”
A terceira, e última linha: “A efectivação de parcerias com o Poder Local”, foi referenciada pelo Dr. Luís Filipe Martins como sendo, em seu entender, a mais importante para o debate, afirmando que “…devem as Comissões de Melhoramentos ser vistas pelo Poder Local como verdadeiros parceiros sociais, disponíveis para a efectivação de verdadeiras parcerias, tendo como objectivo a melhoria das condições de vida da nossa população…”
Recordou ainda que “…o passado das Comissões é uma garantia clara da qualidade do seu trabalho, sendo esta capacidade de trabalho uma riqueza que não deverá ser ignorada pelo Poder Local, devendo aproveitá-la como um factor “alavancador” para a concretização em parceria, de diversas realizações…”
Completou a sua introdução dizendo, como o tem relatado no passado recente, nos temas de carácter transversal ao nosso Concelho, de que são exemplos, entre outros, temas como a saúde e os transportes, a Casa concelhia deverá ser, em conjunto com as diversas Comissões de Melhoramentos, o referido parceiro social.
De seguida usou da palavra a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira, agradecendo o convite que lhe tinha sido endereçado, dando os parabéns por esta iniciativa e dizendo que deveria existir um modelo de colaboração e interacção entre a Casa do Concelho de Góis, as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal, devendo estes ser aceites como parceiros sociais da causa do desenvolvimento e interesse público. Referiu também que o poder local não se esgota na Câmara Municipal, na medida em que as Juntas de Freguesia também têm um papel de extrema importância neste campo. Informou que estava a ser preparado um endereço de correio electrónico específico com o objectivo de fazer a ligação entre a Câmara Municipal e o movimento regionalista. Anunciou que este endereço entrará em funcionamento no próximo dia 14 de Maio, sendo responsáveis da parte da Autarquia o seu Chefe de Gabinete e o Técnico de Informática. Disse ainda que está em elaboração um Regulamento de Apoio ao Associativismo a ser apresentado na Assembleia Municipal na sessão agendada para Junho e que nesse Regulamento estarão apresentados, não apenas os apoios a ser concedidos mas também estarão indicados os retornos que a Câmara Municipal pretende obter da parte dessas Associações. A Sra. Presidente da Câmara terminou dizendo que as colectividades não perderam a razão de existir. Pelo contrário, deveriam manter-se atentas às obras que ainda não tinham sido executadas ou que careciam de melhoramentos.
De seguida foi dada a palavra aos representantes das agremiações presentes, com o objectivo de, também eles, poderem apresentar as suas opiniões e ideias.
Assim, e por ordem de inscrição, Avelino Martins da Comissão de Melhoramentos do Esporão começou por dizer que as Comissões de Melhoramentos são as Juntas de Freguesia junto das populações, pois muitos dos encargos dos pequenos melhoramentos que são feitos, são suportados pelas Comissões de Melhoramentos. Fez ainda referência ao projecto antigo da construção da Residencial de Ferias que tinha sido protocolada com o Sindicato de Seguros, onde já tinham sido gastos muitos fundos e que até ao momento esse projecto não era ainda uma realidade. João Henriques da Comissão de Melhoramentos das Estevianas questionou se no Regulamento de Apoio ao Associativismo anunciado pela Sra. Presidente da Câmara Municipal estavam descritos os objectivos e as estratégias dos vários projectos que serão apresentados pois se antigamente o importante era a electricidade ou o tanque, hoje em dia as prioridades são outras e é necessário estar atento às mesmas. António Alves, da Liga dos Amigos da Fonte Limpa, teceu algumas considerações relativamente às dificuldades e obstáculos que muitas vezes são colocados a quem pretenda construir ou reconstruir alguma habitação na Fonte Limpa, pelo que deveria existir mais colaboração da parte da Autarquia para tentar solucionar estas questões. António Rui, da Comissão de Melhoramentos de Alvares recordou que existem problemas relacionados com a pouca adesão de jovens nos órgãos directivos das diversas Comissões. João Reis, da Comissão de Melhoramentos das Cortes, começou por dizer que desde 2001 têm olhado para o Regionalismo de uma forma um pouco “ortodoxa” tendo procedido ao lançamento de “Jornadas Culturais” e estava a ser desenvolvido um projecto, por uma animadora cultural, em parceria com a Comissão de Melhoramentos. Referiu ainda que a Freguesia de Alvares era a segunda maior em termos de área a nível nacional, com uma excelente exposição solar e que esta exposição deveria ser mais explorada e de forma rentável. Finalizou dizendo que o futuro era risonho. Que não são os subsídios que resolvem os problemas das Comissões. O importante entre apresentação dos projectos para poderem obter o respectivo acompanhamento. João Baeta, da Comissão de Melhoramentos do Amioso do Senhor, começou por dizer que era necessário manter, pelo menos, os actuais residentes nas aldeias e também referiu que se deveria olhar para a floresta com outra perspectiva uma vez que está em curso um projecto de constituição da ZIF da Ribeira do Sinhel. Hélder da Comissão de Melhoramentos da Simantorta, teceu algumas considerações, nomeadamente o facto de uma parte da estrada principal da Simantorta estar a abater, tornando-a um perigo para quem nela circula, assim como o facto de por vezes a água que corre nas torneiras não estar própria para consumo. António Domingos dos Santos, da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, teceu alguns comentários relativamente a projectos que já tinham sido apresentados anteriormente, nomeadamente o abastecimento de água para o combate a incêndios e, outra necessidade já várias vezes apontada que é a da construção de um recinto para práticas desportivas. Da Comissão de Melhoramentos do Amiosinho, José Luis disse que era urgente entre todos, tentar fixar as pessoas nas aldeias, fazendo um esforço para que essas aldeias não percam as suas características, tentando que as construções existentes sejam e estejam recuperadas. António Marques da Comissão de Melhoramentos da Chã de Alvares sugeriu que existisse uma entreajuda entre as diversas Comissões do Concelho, dando como exemplo a área da saúde, actuando na prevenção através de acções de sensibilização por parte de organizações especializadas. António Bento, da Comissão de Melhoramentos do Esporão, proferiu algumas considerações sobre este debate, enaltecendo a presença da Dra. Maria de Lurdes Castanheira, sinal da existência de uma estratégia para o bom relacionamento entre as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal. José Batista da Comissão de Melhoramentos da Sandinha, apresentou algumas preocupações daquela localidade, nomeadamente sobre a estrada recentemente aberta pela Junta de Freguesia do Cadafaz e a falta de cobertura de redes de comunicação móveis e também da Portugal Telecom que raramente satisfaz os sandinhenses. Este problema, referiu, é geral em toda a freguesia do Cadafaz. Jaime Carmo da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, fez referência às potencialidades turísticas na Freguesia de Alvares, dando como exemplo a Ribeira do Sinhel, que chegou a ser conhecida antigamente como a “Ribeira das Trutas” tal era a quantidade e qualidade das trutas existentes, onde recordou um episódio passado na sua juventude com um pescador que veio propositadamente de Chaves em busca das maravilhosas trutas. Apresentou ainda algumas preocupações, nomeadamente à desertificação que se tem verificado, à falta de comunicações em algumas zonas, equacionando a instalação de uma antena de telecomunicações e as muitas dificuldades no que diz respeito à rede viária.
A Sra. Presidente da Câmara Municipal respondeu a todas as questões feitas pelas Comissões e demonstrou claramente a sua preocupação com os assuntos que foram levados ao plenário. Sobre outros aspectos referidos disse que hoje existem outras formas de apoio através da apresentação de candidaturas de projectos em sede própria, nomeadamente o PRODER e o AGRIS, projectos esses que a Câmara Municipal poderá indicar a forma e os critérios para os obter. Terminou reafirmando o apoio da autarquia, quer a nível financeiro, quer a nível logístico dentro das possibilidades da mesma.
O Presidente do Conselho Regional encerrou os trabalhos, agradecendo novamente a presença da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis assim como dos representantes das diversas Comissões de Melhoramentos, congratulando-se pela forma positiva e enriquecedora como tinha decorrido a sessão e, aproveitando para anunciar um evento a ter lugar na Casa do Concelho de Góis no próximo dia 29 de Maio subordinada ao tema “A Saúde no Concelho de Góis”.

O CONSELHO REGIONAL

domingo, 25 de abril de 2010

CENTRO DE ARTESANATO E DENAMIZAÇÃO SOCIAL NO CORTERREDOR

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Noticia plublicada no Jornal "O Varzeense" de 15/4 "010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A PRIMAVERA

FLORES DO CAMPO

Ao Chegar ao Corterredor
Encontro campos verdejantes
Encontro vales e montes
Beijando-se como amantes

Ao passear no campo
Encontre esta flor
Parei, Olhei, Pensei
É a Primavera no seu melhor

Agradeço-te primavera
Por florir a nossa serra
Por poder contemplar
O que se cria na terra

Na ribeira corre a água
Sinto calma no meu coração
Agradeço a Deus por tudo isto
Que me dá esta sensação

Poema de Eugénia Cruz
2010

domingo, 11 de abril de 2010

AS BOAS FESTA "CORTERREDOR"

A Páscoa cristã, centra-se no domingo em que se celebra a ressurreição de Cristo. A Páscoa, que em hebraico significa passagem, era celebrada pelos judeus para comemorar a sua libertação do cativeiro egípcio, presume-se que durante o reinado do faraó Ramsés II.

A Páscoa nas nossas aldeias felizmente ainda mantém a tradição das boas festas, ou seja, o Sr. Padre ou seus representantes vão de casa em casa dar a beijar o Senhor Jesus.
No domingo de Pascoa depois do almoço as pessoas desta aldeia juntaram-se num local chamado “Irvideiro” que fica situado no início da aldeia à espera do compasso (as pessoas que bem dar as boas festas). Quando chegam toca-se o sino da capela para anunciarem a sua chegada.
As portas das casas estão abertas, enfeitadas com ramos de alecrim e Loureiro, para o compasso saber que ali se entra.
No compasso vão ou seus representantes, uma pessoa leva um crucifixo enfeitado de flores, outra leva a água benta, outra leva a sineta e outra vai com um saco para meter o dinheiro, também chamado por folar,. As pessoas da aldeia acompanham o compasso de casa em casa, cantando a "Aleluia Jesus ressuscitou (…)!
Todo o compasso entra nas casas menos o da sineta que fica na rua a tocar a mesma. À volta da mesa encontram-se as pessoas, na entra da sala os donos da casa. O Sr. Padre, ou seu representante, entra e com água benta, benze a casa dizendo “hoje é o dia em que o Sr. Ressuscitou, nele exultemos e alegremo-nos aleluia, aleluia, aleluia”. Cumprimenta os donos da casa e família directa. A pessoa que leva a cruz eleva-a à família e aos presentes para todos darem um beijinho no Senhor Jesus. Os donos da casa oferecem o que está na mesa, pede-lhes que comam e bebam à sua vontade.

Depois, na última casa os donos dessa casa oferecem o lanche a todos. Este ano foi na casa da D. Belmira e do Sr. Armando, que a todos brindaram com as suas iguarias. As pessoas despediram-se do compasso com um cantito da Aleluia, desejando que para o ano voltem.
Assim, para mais tarde recordar deixo aqui algumas fotos tiradas por mim nesta linda tarde.

E é assim a pascoa nas nossas aldeias.

ESTÃO QUASE A CHEGAR !

DE QUE ESTARÃO A FALAR ?

CHEGARAM!!! O POVO ACOMPANHA.


AS PORTAS ENFEITADAS

PARA ONDE ESTARÃO A OLHAR ?

ENTRE SR! DEPOIS ENTRAREMOS NÓS.

UMA DAS MESAS

O DINHEIRINHO VAI AQUI....

O SR. QUE LEVAVA A CRUZ .

MAIS UMA CASA A VISITAR

A MESA QUE NOS ESPERAVA NO FINAL. QUE DELÍCIA!

OS GRUPOS QUE VISITARAM AS VÁRIAS ALDEIAS

NA DESPEDIDA TODOS A CANTARAM O ALELUIA.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

CENTRO DE ARTESANATO E DINAMIZAÇÃO SOCIAL DO VALE DO CEIRA "CORTERREDOR"

Centro de Artesanato e Dinamização Social do Vale do Ceira é inaugurado amanhã na aldeia de Corterredor. Em causa está um projecto promovido pela ADIBER (Associação de Desenvolvimento da Beira Serra) que pretende afirmar-se como um baluarte no combate à desertificação e no apoio social a uma população marcadamente idosa. E não é por acaso que o projecto, cuja construção começou em 2006, é agora inaugurado, num ano eleito, em termos europeus, como de Combate à Pobreza e à Exclusão Social. «A pobreza não é unicamente motivada pela falta de dinheiro, não é exclusivamente de carácter económico», afirma a ADIBER, sublinhando que o isolamento e a solidão são factores que contribuem para essa pobreza e exclusão social que se quer combater.
O centro representa, de acordo com José Cabeças, presidente da direcção da ADIBER, um investimento de 70 mil euros, apoiado pelo programa AGRIS, e apresenta duas valências, uma dedicada ao artesanato e a outra que se pretende afirmar como centro cívico e social da aldeia.
Trata-se de um Centro de Dia, com capacidade para receber 16 idosos que, todavia, pretende ser muito mais do que um centro de dia. Este fazia falta, reconhece José Cabeças, e tanto assim é que «vai começar a funcionar na segunda-feira e a lotação já está esgotada». Mas, mais do que um espaço onde os idosos tomam as refeições, pretende-se que seja um espaço de «encontro e convívio», onde os habitantes do Corterredor possam conversar e conviver, criando uma proximidade que as paredes das suas casasnão permitem. Por isso mesmo a ADIBER, ao invés de Centro de Dia prefere chamar-lhe Centro de Dinamização Social, uma vez que tem uma perspectiva mais envolvente em relação à comunidade que se prepara para servir.
Se à ADIBER coube a tarefa de erguer o espaço e garantir o seu equipamento - que implicou um investimento na casa dos 30 mil euros e o apoio do programa Progride - já não faz parte da sua vocação garantir-lhe a gestão. Por isso, refere José Cabeças, no dia da inauguração será «firmado um protocolo com a Misericórdia de Góis, entidade que vai assumir a gestão do Centro de Dinamização Social». As razões são várias, uma vez que, esclarece, esta instituição já tem um “know how” acrescido em matéria de apoio a idosos, sendo responsável por vários espaços, nomeadamente na vizinha localidade da Cabreira, garantindo actualmente apoio domiciliário aos idosos do Corterredor.



Promover artesanato

A segunda valência do edifício é inteiramente dedicada ao artesanato. «Não se pretende criar um ponto de venda», refere a ADIBER, sublinhando que o objectivo deste espaço é «a promoção e valorização» desse mesmo património, onde «se pretende realizar actividades relacionadas com o artesanato», nomeadamente «ter artesãos a trabalhar ao vivo».
E o mote dessa experiência é dado já no momento da inauguração, uma vez que vai ficar marcada com uma exposição de trabalhos de uma artesã da Cabreira, que também vai estar presente. A D. Amélia da Cabreira, como é conhecida, tem um génio criador singular, que a leva a transformar o velho em novo e a reutilizar objectos cujo destino certo era o lixo, transformando-os em originais artefactos decorativos. Desde telhas a garrafas, passando por cabaças, ou cortiços, a artesã molda-os com engenho e dali resultam verdadeiras obras de arte.
Tradicional naquela zona do Vale do Ceira são as colheres de pau, feitas até há bem pouco tempo por um artesão do Cadafaz, que já deixou de produzir e, claro, os trabalhos em xisto. Curioso é o facto de haver, também na freguesia, o que se poderá chamar um artesão de grande escala, uma vez que trabalha exclusivamente na recuperação das tradicionais casas de xisto (não as miniaturas, mas as de habitação). É este património que, sublinha a ADIBER, «se pretende valorizar, divulgar e promover».

Edifício recuperado mantendo traça original

José Cabeças justifica de forma poética a escolha do Corterredor para instalar este Centro de Artesanato e Dinamização do Vale do Ceira. «Não se pode deixar morrer a aldeia», afirma, sublinhando que «o Corterredor é o nossos Piódão, uma vez que é, no concelho de Góis, a aldeia mais parecida e que mais faz lembrar o Piódão». E efectivamente, os traços da construção em xisto estão ali presentes e o edifício onde vai funcionar o Centro de Dinamização Social e de Artesanato é um exemplar genuíno. Com efeito, trata-se de um edifício antigo, que foi submetido a profundas obras de recuperação e mantém a traça original, característica das casas de xisto. O interior foi todo demolido e construído de novo, mas de pé ficaram as paredes exteriores, que mantêm, agora com um “ar” renovado, o seu aspecto original.
Texto Publicado em:
in Diario de Coimbra, 27/03/10 e/ http://goislivre.blogspot.com/

domingo, 28 de março de 2010

MUDANÇA DE HORA


Esta noite mudou a hora, vamos entrar na Hora de Verão. Este horário vai manter até ao dia 30 de Outubro de 2010.

Não se esqueça de adiantar o seu relógio em 60 minutos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE DIA CORTERREDOR

Aldeia do Corterredor

Centro de Dia


Entrada do Centro de dia

Com a presença da Sr Presidente da Câmara Municipal de Gois Dr.ª. Maria de Lurdes Castanheira, um representante da ARS de Coimbra, o Coordenador da ADIBER de Gois, o Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Dr. José Cabeças, representantes da Comissão de Melhoramentos do Corterredor, Presidente da Junta de Freguesia do Cadafaz, além de outras individualidades, vai ser inaugurada no dia 28 de Março de 2010 (domingo) pelas 15 Horas um novo Centro de Dia do Corterredor.

Para esta inauguração estão também convidados todos os residentes e não residente do Corterredor, pois deve ser uma grande honra para este povo, este grande feito.

Este sonho de 14 anos, vai finalmente ser concretizado. Mais uma obra a embelezar esta linda aldeia. O povo do Corterredor está de parabéns.
Este Centro de dia vai permitir para já tomar ali as refeições, almoço e lanche e dar a possibilidade de convívio entre as pessoas. Num futuro próximo outras valências estão previstas para esta casa.
Todos sabemos que um dos maiores flagelas deste século é os idosos! O nosso governo não tem olhado, quanto a mim, por eles como mereciam, alguns são simplesmente mais um. Como sabemos “O maior problema dos idosos é a solidão e nós queremos minimizar-lhes a solidão, esta casa vai estar aberta também para isso.

Sabemos que neste momento os residentes permanentes são poucos, mas se todos se juntarem e fizerem desta casa uma mais valia para a sua aldeia, serão muitos de certeza.
E, como o futuro a Deus pertence, qualquer um de nós poderá vir a precisar dos serviços deste Centro.
Não falte! Corterredor espera por si.
PS. Quem quiser ver mais fotos, pode velas neste blog no texto que publiquei em 24/7/2009 .

quinta-feira, 18 de março de 2010

DIA DO PAI


Dia do Pai constitui uma homenagem aos pais de todo o mundo. Em Portugal o Dia do Pai celebra-se a 19 de Março, o Dia dedicado a São José, pai de Jesus.

Desejo a todos os pais, um feliz dia.

Um poema para o Dia do Pai!


Ter um Pai! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos!

Ter um Pai! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra!

Ter um Pai! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão;

Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!

Ter um Pai! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher!

Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal!

Ter um Pai! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto!

Ter um Pai! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!

Poema de. Florbela Espanca

quarta-feira, 17 de março de 2010

A PÁSCOA



Toca o sino na capela
Surgem foguetes no ar
Põem-se flores na ruela,
Nossa Páscoa vai chegar.

Abrem-se as portas à Cruz
Neste dia tão festejado,
Entre nós vai estar Jesus
Como nosso convidado

E o povo da minha aldeia
Trajando todo a rigor
De casa em casa passeia
Beijando a Cruz do Senhor.

Numa bela comunhão
De pura fraternidade,
Vibra em cada coração
A corrente d'amizade.

Nas casinhas do lugar
Onde a festa nos rodeia,
Encontramos em cada lar
Uma mesa sempre cheia.

Nesta onda de alegria,
Que a Páscoa nos faz viver,
Há sempre durante o dia
Um copito p'ra beber.

E à noite já satisfeitos
Com um grãozinho na asa
Uns tortos, outros direitos,
Todos vão dormir p'ra casa.

Poema de: Rama L Rama

quinta-feira, 11 de março de 2010

"O REGRESSO DOS QUE NUNCA PARTIRAM"


São corpos andantes de brilho cintilante
São almas abertas de luz e liberdade
São espíritos nobres, inquietos
Que navegam na profunda saudade

Carregam amor como se fosse sina
Respiram brisas com narinas serenas
Dão de si o que nunca é sentido
Farejam espaço desconhecido
Quedam-se nos vales das suas penas

Sofrem a dor da sua ausência
De tudo que lhes é querido
Sofrem com outra referência
Não são de cá nem de lá
É a pena do eterno preterido

São ausentes bem presentes
Gastos pela serenidade
Têm sempre o pensamento
No recanto da sua saudade

Poema de: Paxiano