sábado, 4 de dezembro de 2010

CONTO DE NATAL " A BONECA DE MARIA" I

FELIZ NATAL

Queridos leitores:
Resolvi transcrever aqui um dos vários contos inscritos por mim com a simplicidade que sempre coloquei em todos os meus trabalhos. Pois não sou escritora nem poeta simplesmente gosto de escrever no papel aquilo que me vai na alma.
Este Conto de Natal “A Boneca de Maria” inscrito em 2001 retrata um pouco de como era o natal da minha infância, do qual sinto muitas saudades, apesar de não ter tido as comunidades e bem estar dos dias de hoje, no entanto era mais puro, mais autêntico e mais mágico.
O natal dos dias de hoje nada tem a ver com a magia de antigamente, do verdadeiro sentido do Natal, do Nascimento do menino Jesus, que através das escrituras nos diz que nasceu num estabulo e anos mais tarde deu a vida por nós.
Hoje olhamos à nossa volta e o que o que vemos? Correria aos grandes centros comerciais, os encontrões, passamos uns pelos outros e nem nos conhecemos, muitas vezes damos prendas que as pessoas que recebem nadam ligam, nos dias seguintes bem a angustia, pois o dinheiro foi embora e em muitas casas não há que comer. Gere-se as discussões e do Natal já ninguém se lembra. Quem se lembra que nessa noite tantos estão a passar fome?
Meus caros leitores o que os meus pais me transmitiram é que o Natal é família, não interessa as prendas ou o que comemos, mas sim as conversas e a união em família nos fazem crescer e ter forças para enfrentarmos os dias difíceis que estamos a viver.

Espero que gostem do meu conto que hoje aqui deixo só uma parte do mesmo e daqui a uns dias publicarei o resto.
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“A BONECA DE MARIA”
I Parte
Era uma vez uma menina chamada Maria que vivia nas serrarias do Centro deste País com os pais e quatro irmãos.

Desde pequenina que ouvia falar do Natal, do Menino Jesus, que nasceu em Belém nos Reis Magos e na estrela que vinda do oriente anunciou o nascimento do menino Jesus.
Acreditava que ele trazia prendas e as deixava nos sapatinhos das crianças que na véspera de Natal à noite os colocassem na chaminé, para que na manhã seguinte elas fossem buscá-las.

Todos os anos Maria, esperava ansiosamente pela noite de Natal, noite santa, noite em que toda a família se juntava de um modo muito especial, como se estivesse mais unida e feliz por ser aquela em que o Menino Jesus novamente descia à terra.

Quando se aproximava o Natal dizia para os irmãos e os amigos:
Este ano vai haver neve, é tão bonita a neve!

Todos os dias, quando chegava da escola ela ia para o monte com as ovelhas e pedia olhando para o céu:

- Menino Jesus, traz algumas prendas para mim, para os meus irmãos e para todos os meninos da aldeia pois somos pobres e não temos ninguém que nos dê prendas. Só a tua bondade poderá dá-las, e não te esqueças dos meninos de todo o mundo.

No primeiro dia de Dezembro Maria fazia um presépio em sua casa. Como os pais não podiam comprar as imagens, ela fazias com pequenas coisas:
Pedras que ia buscar ao campo para construir a cabana para o menino com telhado de folhas de árvore secas, palhinhas que cortava para armar o berço do Menino Jesus; os Reis magos as casas e os moinhos fazia-os de bocadinhos de madeira que o pai lhe trazia da carpintaria onde trabalhava, o rio era representado por tiras das pratas dos chocolates que os pais lhe compravam de longe em longe, as ovelhas eram uns pedacinhos de lã que retirava do gado que apascentava.

Quando o presépio ficava pronta, Maria olhava-o encantada e pensava que podia haver presépios mais bonitos mas nenhum mais desejado e feito com tanto carinho. Então ajoelhava-se diante dele e pedia ao Menino Jesus a sua prenda: uma boneca que dissesse mamã, para ela brincar com as meninas suas vizinhas e amigas.

Na noite de Natal, já a escuridão avançava com frio e neve, jantava “ era a chamada Ceia de Natal”, com os pais e os irmãos: bacalhau com batatas e couves, filhós polvilhadas de açúcar e canela, tudo com um sabor raro, até as conversas alvoraçadas sobre tudo dos pequenos, que ainda hoje recorda.

Quando todos tinham acabado, a mãe juntava as mãos sobre a mesa e, como se continua-se a conversa, lembrava as pessoas da família que não estavam ali. Havia uns momentos de silêncio. Até as crianças se calavam, talvez pelo olhar terno, calmo que a mãe lançava sobre eles; e em seguida ela mencionava os pais, os amigos mais queridos.

A Mãe acabava por dizer lentamente:
- E não vamos esquecer o meu irmão João, tão meu amigo, que um dia abalou para a América, mas há-de voltar, conforme prometeu ao sair daquela porta.

O pai respondia que esse irmão nunca tornaria aquela aldeia pobre e perdida na serra, só mandava uma carta de longe em longe a dizer que estava bem, Tinha muito trabalho e enviava saudades para todos; Quanto ao regresso, nem uma palavra.
- Há-de voltar, que assim o prometeu, insistia a mãe.

Maria e os irmãos levantavam-se da mesa e iam aquecer-se em redor da lareira acesa;
Junto da chaminé faziam um carreirinho com farinha daí até à porta, para o Menino Jesus ao chegar visse melhor por aquela neve o caminho a seguir para pôr as prendas nos sapatinhos. Cansada e ensonada Maria foi para a cama.

Na manhã seguinte acordava cedo e corria com os irmãos para ver se dentro do seu sapatinho estava a boneca com que tanto sonhara; mas encontrava, ano após ano, umas meias ou uma camisola, porque o Menino Jesus era tão pobrezinho como ela e não lhe podia dar essa boneca: tinha que satisfazer todos os meninos naquela noite. Ela ficava triste, mas quando calçava as meias ou vestia a camisola sentia-as tão quentinhas que logo se esquecia da boneca que tinha pedido.

Tomava o pequeno-almoço e ia com os irmãos e os pequenos vizinhos à missa do Natal agradecer junto do presépio iluminado e colorido, com figuras e barro, as prendas que recebera; de volta a casa tinham de percorrer uns quatro quilómetros, voltavam cansados mas contentes porque em casa os esperava um almoço melhor que nos outros dias; carne assada no forno de lenha, filhós, aletria e arroz doce, todo cozinhado pela mãe e a tia para ela, e para a família que nesse dia se juntava para festejar o Natal.
Quando Maria já era crescida, a mãe e a tia ensinaram-lhe a fazer as suas bonecas: de trapos, com a boca, os olhos, as sobrancelhas bordadas com tanto primor que pareciam princesas.

Depois veio um outro Natal: frio e neve a anunciar que o Menino Jesus iria voltar com o saco cheio de prendas para as crianças. Mais uma vez Maria lhe pediu a boneca tão desejada.
Continua...




sábado, 6 de novembro de 2010

FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Olá Amigos do Corterredor!
No dia 11 de Dezembro realizar-se à a festa em honra de Nossa Senhora da Conceição.
O dia vai estar frio de certeza, pois vamos estar no mês de Dezembro, mas juntos com o nosso calor humano, vamos fazer desta festa (mais um ano) um convívio de amigos.
Haverá missa, seguida da já tradicional procissão. A noite será abrilhantada pelo excelente conjunto musical SANTISABEL de Coimbra.

Bem e trás um amigo. Corterredor espera-vos!

Imagem da Nossa Senhora da Conceição no altar da capela do Corterredor

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Teatro do Concelho vem á Cidade…”

“O Teatro do Concelho vem á Cidade…”
20 Novembro, pelas 15 horas

Casa do Concelho de Gois

Rua de S.Marta 47 R/c Lisboa

com as actuações do

Grupo de Teatro Geração Varzeense

Teatro-Iris-Grupo de Teatro juvenil do projecto escolhas de futuro

Projecto expandir oportunidades (Góis
).

Com a presença do actor Sr. Ruy de Carvalho


Pretendemos com esta sessão proporcionar a todos os goienses poderem apreciar o teatro que se faz no nosso concelho e possibilitar aos nossos actores uma experiencia nova e poderem partilhar com figuras consagradas algum conhecimento.
Convidamos desde já todos os Goienses a estarem presentes, na expectativa de teremos uma tarde de teatro bem passada
que ficará na memória para sempre.

O Conselho Regional com estas sessões pretende dar continuidade ao seu plano de acções possibilitando quer o debate dos problemas existentes no nosso Concelho, quer divulgando o que se vai fazendo em termos culturais.

O Conselho Regional


tags: casa do concelho de gois, gois, teatro

sábado, 9 de outubro de 2010

CASA DO CONCELHO DE GÓIS


CASA DO CONCELHO DE GÓIS- - Conselho Regional

Arqueologia do Concelho de Góis Guardar o Passado Olhando o Futuro

16 de Outubro de 2010 - 15:00 Horas


Programa - 15H00 - Abertura

15H15 - Património Cultural no Município de Góis
(Dr.ª Ana Sá)

15H45 - Debate

16H00 - Um olhar diferente sobre o concelho e/ou a região de Góis
(Mestre João Simões)

16H30 - Debate

16H45 - Uma perspectiva sobre a transmissão da herança arqueológica: O caso de Góis
(Dr.ª Helena Moura)

17H15 - Debate

17H30 – Encerramento

Casa do Concelho de Góis
Rua de Santa Marta, nº 47, r/c Dtº
1150-293 LISBOA
Tel: 213 545 051
e-mail: casacgois@gmail.com

sábado, 2 de outubro de 2010

POEMA "Uma Tarde Bem Passada"

Obrigada Sr. Ernesto
Por este poema dedicar
Às papas de milho...
Realmente um manjar.

Foi uma tarde bem passada
Com alegria e animação
As sardinhas na brasa
As papas e broa de milho acompanhar
As pessoas no Baleiro
Naquele local paradisíaco
Numa sombra de regalar

São momentos como este
Que nos fazem rememorar
Os tempos de nossa infância
Muitas vezes “nada fáceis"
Mas com orgulho recordamos
E não queremos desprezar

Poema de Eugénia Cruz
2/10/2010

"PAPAS DE MILHO UM MANJAR"

Por Ernesto Rosa

Sardinhada lhes inspira
Um pitéu de regalar
Com que Eugénia e Zulmira
Quiseram presentear.

Após as vermos chegar
E tentarmos estender
Ouvimos declarar
Quem gosta venha comer.

Frescas inda a ferver
A sardinha a bronzear
Permitiu-nos reviver
-Alguns transes p´ra esquecer
com sardinheira a tardar
À dúzia vinha vender
Aos que podiam comprar

É um dever relevar
Acção assaz excelente
Vindo o Baleiro enlevar
-Espaço para bem mirar-
um sabor de antigamente
ao gosto da nossa gente
Não podendo sonegar
O efeito do Vicente
Consumiria estou crente
Papas de milho um manjar.

PENSAMENTO
…puxar a brasa!!!... …sem
limite prometidas!!!???...

Ernesto Rosa
Corterredor – 2010-08-15

Poema retirado do Jornal “O Varzeense” de 15 de Setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

AS NOSSAS GENTES (Corterredor)

Para mais tarde recordar os bons momentos passados com aqueles que de uma maneira ou de outra nos são queridos e amigos. Tenho outras fotos mas sem autorização dos intervenientes não as publicarei, no entanto tudo isto tem um único significado: Mostrar a pureza do nosso povo e que nunca se esqueceram das suas raízes.










quinta-feira, 9 de setembro de 2010

FESTA DE VERÃO NO CORTERREDOR 2010

Nos dias 14 e 15 de Agosto realizaram-se as festas da Comissão de Melhoramentos de Corterredor.

Não podia deixar de desmontar aqui mais uma das tradições desta aldeia.

O dia que antecedeu a festa foi de muito trabalho pois as pessoas cada vez são menos para trabalhar e tudo isto dá trabalho…

Mas, homens e mulheres, toca a arregaçar as mangas e enfeitar o recanto de magia existente nesta terra propício a estes eventos, e não só, onde se passaram momentos de alegria e pura magia.

Uns estendiam o fio, outros a aparelhagem, outros montavam a quermesse (aqui fica um obrigado especial à Fátima Lourenço e à Cláudia que durante uma semana todas as noites iam para a casa de convívio marcar e separar as rifas e à Isabel que mesmo longe numerou todas as rifas).



Cuidado! não caias dai de cima Nuno.


Os homens sempre a trabalhar.


O Cláudia e a Fátima pediram ajuda para montar a quermesse. Lá veio o Nuno ajudar...Que linda que ficou.


Momentos de laser...


Olha a quermesse que linda que está? Tem de tudo um pouco.

As rifas chegam para todos.

Como nada se faz sem a ajudinha de um petisco, durante a tarde alguém se lembrou de cozer uma bola de bacalhau no forno a lenha e levar para todos comermos. Outros deram a broa e outros um belo chouriço feito ali mesmo no grande frigideira já prontinha para as bifanas da festa.


Hora do lanche, a bola de bacalhau e a chouriça já estão em cima do balcão.

Sábado, pelas 9 horas, começou a tocar a aparelhagem que durante dois dias animou com a sua música. Pelas 15 horas realizou-se a missa por todos os que já partiram e pertenceram a esta terra.


O Altar da Nossa Senhora da Conceição. Lindo....

O resto da tarde foi em convívio, com momentos de jogos das cartas e outros e claro a quermesse foi um sucesso para crianças e adultos.



As crianças divertem-se e as jovens jogam às cartas.

A noite foi abrilhantada pela organista Magda Sofia, onde não faltou o tradicional leilão muito bem feito pelo Victor Almeida (confesso que em terra alguma vi um leilão render tanto dinheiro, bem haja a todos os que participaram


Vista geral da festa à noite. A organista na sua actuação...


Olha a garrafa de Whisks, está em 30 euros! quem dá mais?
E a bifana está quase pronta....

Domingo houve a tradicional sardinhada oferecida pela Emília Lopes e o marido, assim como um excelente presunto que a todos deliciou
.



Que bela sardinha? Obrigada aos assadores.....

Este presunto está uma delicia.....

Para matar saudades dos tempos da nossa juventude foram ainda feitas papas de milho que acompanharam a sardinha assada e deliciaram quem provou, pois mataram saudades dos tempos de criança (algumas pessoas diziam há 30 anos que não comiam papas). Na altura era uma comida para os mais desfavorecidos e hoje é um grande petisco.


As belas Papas de Milho....



E também não faltou a entremeada grelhada, ou seja, foi um lanche ajantarado.


O resto da tarde e noite correu em grande harmonia, convívio e animação.




OBRIGADOS AQUELES QUE VISITARAM ESTA TERRA. PARA O ANO CÁ VOS ESPERAMOS...

No entanto não esqueçam que dia 11 de Dezembro temos a festa em honra da Nossa Senhora da Conceição, seguida da já tradicional procissão. A noite será abrilhantada por um conjunto.


Mais tarde darei aqui mais informações.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

COMPLEXO HEALTH RESORTE NATURE DE GOIS

Complexo Health Resort Nature Góis

Assinado protocolo para a construção do Nature Góis:
Complexo Health Resort Nature Góis, destinado sobretudo à terceira idade, apresentado hoje
Coimbra, 06 mai (Lusa) -

Um empreendimento nas áreas do turismo, saúde e bem-estar, destinado essencialmente a pessoas da terceira idade, activas ou a necessitar de cuidados continuados, vai ser criado em Góis - foi hoje revelado.Apresentado como "um projecto pioneiro em Portugal", o Health Resort Nature Góis terá um hotel quatro estrelas, com 'spa' e 'health club", 86 apartamentos T1 ligados ao hotel, 34 vivendas autónomas do tipo V1, V2 e V3, com garagem, terraço, área para jardinagem, piscina e residências medicalizadas/assistidas para apoio a doentes de Alzheimer, psiquiatria, geriatria e cuidados continuados.
Apresentado hoje em Góis, o complexo, um investimento de 50 milhões de euros, começa a ser construído este ano ou no início do próximo e estará concluído em 2015, prevendo-se a inauguração do hotel e do 'spa' em Junho de 2012. Segundo a documentação distribuída na sessão, hoje foi assinado o protocolo de formalização do novo projeto por Alberto Mateus, responsável da empresa promotora, a Nature Sanus, SA, e pela presidente da Câmara de Góis, Maria de Lurdes Castanheira. "Preparado para receber até 460 pessoas com uma vida ativa e independente e até 300 utentes que necessitem de cuidados permanentes, o Nature Góis pretende ser um espaço onde é possível envelhecer com qualidade de vida", adianta o texto.
Dedicado à saúde, à natureza e ao bem-estar, o Nature Góis é descrito como "o primeiro Health Resort português, um empreendimento com cerca de 112.725 metros quadrados, dedicado essencialmente a seniores, e preparado para satisfazer as necessidades de quem tem uma vida activa e independente, ou de quem precisa de cuidados permanentes". "É o primeiro no nosso país a disponibilizar de uma forma integrada o bem-estar físico, psíquico, social, espiritual e intelectual, e simultâneamente a prevenção de saúde, através de uma alimentação adequada e cuidada, exercício físico acompanhado por especialistas, assistência de enfermagem e médica preventiva", é referido.
O empreendimento vai ser erguido à entrada da vila de Góis, na Quinta do Baião, junto do rio Ceira. "Todo o complexo será amigo do ambiente, com a máxima utilização de energia solar, isolamento térmico de paredes, vidros duplos, reaproveitamento e tratamento de águas limpas para reutilização em jardinagem", é referido. Pela sua vertente turística e pelo facto de incluir um hotel de quatro estrelas, o complexo estará aberto a qualquer pessoa que tenha a intenção de desfrutar de um turismo de natureza, saúde, bem-estar, 'touring' cultural e paisagístico, gastronomia, vinhos e turismo náutico. "No entanto, o principal foco deste projecto são as pessoas em idade sénior e présénior que procurem um local para descanso, relaxe e recreio mas que necessitem de algum suporte para ver satisfeitas as necessidades próprias da sua faixa etária".

MCS Lusa
tags: gois

domingo, 2 de maio de 2010

DIA DA MÃE - 2010


Mãe
Ser mulher é lindo, basta viver.
Ser esposa é fácil, basta amar
Ser mãe é difícil, basta sofrer

Mãe
Que verdade linda,
Que o nascer encerra.
Eu nasci de Ti,
Como a flor da terra

FELIZ DIA PARA TODAS AS MÃES DO MUNDO...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

CONSELHO REGIONAL DA CASA DO CONCELHO DE GOIS 2010-4-24

Recebi no meu mail um pedido do Conselho Regional da Casa do Concelho de Gois para publicar as seguintes fotos e texto o que faço com o maior prazer.






Conselho Regional -

Reuniu em plenário no passado dia 24, o Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis. A mesa foi composta pelo Presidente do Conselho Regional, Dr. Luís Filipe Martins; pela Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira; pelo Presidente da Direcção da Casa do Concelho de Góis, Sr. José Dias Santos e pelo Secretário-Geral do Conselho Regional Sr. Adriano Pacheco.
Com um número bastante significativo de colectividades representadas iniciaram-se os trabalhos com o Sr. Presidente do Conselho Regional a agradecer as presenças dos representantes das agremiações presentes e da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis. Fazendo uma pequena introdução sobre a ordem de trabalhos, e o modo como iria decorrer, prosseguiu com as suas palavras falando pelo Conselho a que preside, dizendo que sem querer ignorar o passado do Regionalismo, o qual é de uma riqueza inesquecível, é nosso propósito olhar para o futuro e analisar em pleno século XXI como deve ser o relacionamento entre o Movimento Regionalista, representado pelas diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos e o Poder Autárquico, representando nesse dia pela Sra. Presidente da Câmara Municipal.
Hoje, continuou; o papel das Comissões de Melhoramentos, não pode e não deve ser o mesmo que foi na segunda metade do século XX. Grande parte do trabalho que as Comissões efectuaram compete ao Poder Local, entidade responsável por realizar as obras necessárias ao desenvolvimento das nossas gentes deixando uma questão. Será que com essa transferência de responsabilidade, se esgotou o papel das Comissões? …”Claramente que não, teremos é que encontrar novos desafios, para o que estamos hoje aqui…”
Descreveu de seguida as três grandes linhas orientadoras para o relacionamento entre as diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos com o Poder Local.
Relativamente à primeira: “A representação da consciência das nossas gentes”, salientou que “… deve competir às Comissões, serem a consciência crítica da população da sua aldeia, exigindo junto do Poder Local, a efectivação concreta das necessidades básicas exigíveis para uma qualidade de vida a que temos direito, competindo-nos zelar pelo cumprimento, quer das promessas efectuadas, quer da realização das carências existentes nas nossas aldeias…”
“A descoberta de novos campos de actuação, por exemplo em termos culturais”, foi a segunda linha apresentada, referindo que “…compete às comissões poderem encontrar novos campos de actuação, onde possam trazer mais-valias aos moradores, possibilitando a abertura de novos horizontes quer no campo cultural, quer no campo de lazer, quer noutros campos a identificar, podendo nestes aspectos o Poder Local ajudar nesta procura de novos horizontes, partilhando conhecimentos, e novas ideias...”
A terceira, e última linha: “A efectivação de parcerias com o Poder Local”, foi referenciada pelo Dr. Luís Filipe Martins como sendo, em seu entender, a mais importante para o debate, afirmando que “…devem as Comissões de Melhoramentos ser vistas pelo Poder Local como verdadeiros parceiros sociais, disponíveis para a efectivação de verdadeiras parcerias, tendo como objectivo a melhoria das condições de vida da nossa população…”
Recordou ainda que “…o passado das Comissões é uma garantia clara da qualidade do seu trabalho, sendo esta capacidade de trabalho uma riqueza que não deverá ser ignorada pelo Poder Local, devendo aproveitá-la como um factor “alavancador” para a concretização em parceria, de diversas realizações…”
Completou a sua introdução dizendo, como o tem relatado no passado recente, nos temas de carácter transversal ao nosso Concelho, de que são exemplos, entre outros, temas como a saúde e os transportes, a Casa concelhia deverá ser, em conjunto com as diversas Comissões de Melhoramentos, o referido parceiro social.
De seguida usou da palavra a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira, agradecendo o convite que lhe tinha sido endereçado, dando os parabéns por esta iniciativa e dizendo que deveria existir um modelo de colaboração e interacção entre a Casa do Concelho de Góis, as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal, devendo estes ser aceites como parceiros sociais da causa do desenvolvimento e interesse público. Referiu também que o poder local não se esgota na Câmara Municipal, na medida em que as Juntas de Freguesia também têm um papel de extrema importância neste campo. Informou que estava a ser preparado um endereço de correio electrónico específico com o objectivo de fazer a ligação entre a Câmara Municipal e o movimento regionalista. Anunciou que este endereço entrará em funcionamento no próximo dia 14 de Maio, sendo responsáveis da parte da Autarquia o seu Chefe de Gabinete e o Técnico de Informática. Disse ainda que está em elaboração um Regulamento de Apoio ao Associativismo a ser apresentado na Assembleia Municipal na sessão agendada para Junho e que nesse Regulamento estarão apresentados, não apenas os apoios a ser concedidos mas também estarão indicados os retornos que a Câmara Municipal pretende obter da parte dessas Associações. A Sra. Presidente da Câmara terminou dizendo que as colectividades não perderam a razão de existir. Pelo contrário, deveriam manter-se atentas às obras que ainda não tinham sido executadas ou que careciam de melhoramentos.
De seguida foi dada a palavra aos representantes das agremiações presentes, com o objectivo de, também eles, poderem apresentar as suas opiniões e ideias.
Assim, e por ordem de inscrição, Avelino Martins da Comissão de Melhoramentos do Esporão começou por dizer que as Comissões de Melhoramentos são as Juntas de Freguesia junto das populações, pois muitos dos encargos dos pequenos melhoramentos que são feitos, são suportados pelas Comissões de Melhoramentos. Fez ainda referência ao projecto antigo da construção da Residencial de Ferias que tinha sido protocolada com o Sindicato de Seguros, onde já tinham sido gastos muitos fundos e que até ao momento esse projecto não era ainda uma realidade. João Henriques da Comissão de Melhoramentos das Estevianas questionou se no Regulamento de Apoio ao Associativismo anunciado pela Sra. Presidente da Câmara Municipal estavam descritos os objectivos e as estratégias dos vários projectos que serão apresentados pois se antigamente o importante era a electricidade ou o tanque, hoje em dia as prioridades são outras e é necessário estar atento às mesmas. António Alves, da Liga dos Amigos da Fonte Limpa, teceu algumas considerações relativamente às dificuldades e obstáculos que muitas vezes são colocados a quem pretenda construir ou reconstruir alguma habitação na Fonte Limpa, pelo que deveria existir mais colaboração da parte da Autarquia para tentar solucionar estas questões. António Rui, da Comissão de Melhoramentos de Alvares recordou que existem problemas relacionados com a pouca adesão de jovens nos órgãos directivos das diversas Comissões. João Reis, da Comissão de Melhoramentos das Cortes, começou por dizer que desde 2001 têm olhado para o Regionalismo de uma forma um pouco “ortodoxa” tendo procedido ao lançamento de “Jornadas Culturais” e estava a ser desenvolvido um projecto, por uma animadora cultural, em parceria com a Comissão de Melhoramentos. Referiu ainda que a Freguesia de Alvares era a segunda maior em termos de área a nível nacional, com uma excelente exposição solar e que esta exposição deveria ser mais explorada e de forma rentável. Finalizou dizendo que o futuro era risonho. Que não são os subsídios que resolvem os problemas das Comissões. O importante entre apresentação dos projectos para poderem obter o respectivo acompanhamento. João Baeta, da Comissão de Melhoramentos do Amioso do Senhor, começou por dizer que era necessário manter, pelo menos, os actuais residentes nas aldeias e também referiu que se deveria olhar para a floresta com outra perspectiva uma vez que está em curso um projecto de constituição da ZIF da Ribeira do Sinhel. Hélder da Comissão de Melhoramentos da Simantorta, teceu algumas considerações, nomeadamente o facto de uma parte da estrada principal da Simantorta estar a abater, tornando-a um perigo para quem nela circula, assim como o facto de por vezes a água que corre nas torneiras não estar própria para consumo. António Domingos dos Santos, da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, teceu alguns comentários relativamente a projectos que já tinham sido apresentados anteriormente, nomeadamente o abastecimento de água para o combate a incêndios e, outra necessidade já várias vezes apontada que é a da construção de um recinto para práticas desportivas. Da Comissão de Melhoramentos do Amiosinho, José Luis disse que era urgente entre todos, tentar fixar as pessoas nas aldeias, fazendo um esforço para que essas aldeias não percam as suas características, tentando que as construções existentes sejam e estejam recuperadas. António Marques da Comissão de Melhoramentos da Chã de Alvares sugeriu que existisse uma entreajuda entre as diversas Comissões do Concelho, dando como exemplo a área da saúde, actuando na prevenção através de acções de sensibilização por parte de organizações especializadas. António Bento, da Comissão de Melhoramentos do Esporão, proferiu algumas considerações sobre este debate, enaltecendo a presença da Dra. Maria de Lurdes Castanheira, sinal da existência de uma estratégia para o bom relacionamento entre as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal. José Batista da Comissão de Melhoramentos da Sandinha, apresentou algumas preocupações daquela localidade, nomeadamente sobre a estrada recentemente aberta pela Junta de Freguesia do Cadafaz e a falta de cobertura de redes de comunicação móveis e também da Portugal Telecom que raramente satisfaz os sandinhenses. Este problema, referiu, é geral em toda a freguesia do Cadafaz. Jaime Carmo da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, fez referência às potencialidades turísticas na Freguesia de Alvares, dando como exemplo a Ribeira do Sinhel, que chegou a ser conhecida antigamente como a “Ribeira das Trutas” tal era a quantidade e qualidade das trutas existentes, onde recordou um episódio passado na sua juventude com um pescador que veio propositadamente de Chaves em busca das maravilhosas trutas. Apresentou ainda algumas preocupações, nomeadamente à desertificação que se tem verificado, à falta de comunicações em algumas zonas, equacionando a instalação de uma antena de telecomunicações e as muitas dificuldades no que diz respeito à rede viária.
A Sra. Presidente da Câmara Municipal respondeu a todas as questões feitas pelas Comissões e demonstrou claramente a sua preocupação com os assuntos que foram levados ao plenário. Sobre outros aspectos referidos disse que hoje existem outras formas de apoio através da apresentação de candidaturas de projectos em sede própria, nomeadamente o PRODER e o AGRIS, projectos esses que a Câmara Municipal poderá indicar a forma e os critérios para os obter. Terminou reafirmando o apoio da autarquia, quer a nível financeiro, quer a nível logístico dentro das possibilidades da mesma.
O Presidente do Conselho Regional encerrou os trabalhos, agradecendo novamente a presença da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis assim como dos representantes das diversas Comissões de Melhoramentos, congratulando-se pela forma positiva e enriquecedora como tinha decorrido a sessão e, aproveitando para anunciar um evento a ter lugar na Casa do Concelho de Góis no próximo dia 29 de Maio subordinada ao tema “A Saúde no Concelho de Góis”.

O CONSELHO REGIONAL