domingo, 18 de outubro de 2009

"GOIS ANTIGAMENTE"



ANTIGO HOSPITAL DE GOIS ROSA MARIA
Foto de Acácio Moreira

PONTE MANUELINA
Foto de Acácio Moreira

GÓIS - 1967
Foto de Acácio Moreira

CASA SOLARENGO - GOIS
Foto de Acácio Moreira

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"O CASTANHEIRO"

O castanheiro é uma árvore. Há castanheiros bravos e mansos.Com a madeira dos castanheiros bravos fazem-se cestas que servem para transportar vários produtos. O castanheiro manso dá-nos a castanha e a madeira.Quando os castanheiros estão doentes, os homens cortam-nos e aproveitam a lenha para fazer o lume.
Um castanheiro adulto tem entre 25 a 35 metros de altura. As folhas são pecioladas, compridas com cerca de 20 centímetros de altura, são rígidas e brilhantes e caem durante o Outono porque o castanheiro é uma árvore de folhas caducas. Cada ouriço tem entre 1e 3 castanhas.
Na aldeia do Corterredor há muitos castanheiros e castanhas, deixo aqui um desafio, à Comissão de Melhoramentos desta terra.
Porque não marcar um magusto nesta linda aldeia no Largo da Comissão Melhoramentos recentemente inaugurado! Para que todos juntos possamos passar umas horas divertidas e desfrutar deste lindo espaço.
Podem contar com a minha ajuda e como se pode constatar na recente inauguração com a ajuda de todos.
A castanha foi, durante muitos anos o principal alimento das populações rurais das regiões montanhosas propícias à cultura do castanheiro. O seu consumo atingia proporções elevadas, principalmente durante o Inverno.Era um produto alimentar muito apreciado. Com a castanha também se fabricava o pão. A castanha também se pode misturar com carne, leite e legumes.
Eu já pode provar várias comidas que levam castanha. Mas recordo o sabor da sopa de castanha. que quando era mais jovem e saía de manhã para trabalhar e só regressava à noite, muitas vezes o meu almoço e dos meus irmãos era caldo de castanha cozinha e confesso que durante a tarde não havia fome.
Estas castanhas eram preparadas da seguinte maneira:

Lavava-se as castanhas piladas, deitavam-se numa panela com muita água (e um pouco de sal) deixava-se cozer até estarem bem cozidas. Guardava-se de um dia para o outro para o caldo ficar bem doce. Depois é só comer.
Hoje utilizo este produto para várias receitas.

TRONCO

OS OURIÇOS CHEIOS DE CASTANHAS

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

LARGO COMISSÃO DE MELHORAMENTOS DO CORTERREDOR

Este fim-de-semana realizou-se a inauguração do Largo da Comissão de Melhoramentos do Corterredor.
Um local muito agradável com uma vista maravilhosa para a aldeia com casa de xisto que fica num dos mais belos recantos do nosso Portugal.
O dia começou com os últimos preparativos para que tudo corresse bem.Bem cedo começaram a colocaram as mesas no largo que foi inaugurado, debaixo dos castanheiros carregados de castanhas, onde por volta das 13horas foi servido ao delicioso arroz de feijão (cozinhado pelas senhoras) acompanhado pelo porco assado no espeto, a aletria e arroz doce (que estava simplesmente delicioso) as filhós, a broa e o vinho.
Todas estas iguarias foram servidas na tradicional louça de barro.

Mas, antes do almoço foi feita a inauguração deste espaço por elementos da Comissão de melhoramentos do Corterredor, representantes da Câmara Municipal de Góis, da Junta de Freguesia do Cadafaz, além de outras individualidades.
Foi um dia bem passado e se já era muito agradável visitar esta aldeia a partir de agora ainda mais agradável se tornou, pois o espaço conta com mesas, um bar, uma churrasqueira, casas de banho, enfim existe várias razões para que visitem este local.
Bem hajam a todos os que compareceram.
Deixo aqui algumas fotos para recordação. Click para abrir as fotos. Poderão ver na integra as fotos tiradas num video existente neste blogue.








sábado, 26 de setembro de 2009

INAUGURAÇÃO DO LARGO COMISSÃO DE MELHORAMENTOS DO CORTERREDOR


Foi com alegria que eu e a minha família tivemos conhecimento do almoço de inauguração do Largo Comissão de Melhoramentos que se vai realizar no dia 4 de Outubro de 2009 (Domingo) na aldeia do Corterredor.
É com agrado que continuamos a ver que as nossas aldeias vão melhorando de ano para ano.
O local já existia e já era muito agradável passar ali um bocadinho junto à ribeira a ouvir a água a correr e à sombra dos castanheiros, mas a partir de Domingo, dia 4-10-2009 as condições passaram a ser bem melhores.
Quem visitar esta aldeia encontra um local com mesas, churrasqueira, casas de banho etc. para poder fazer um piquenique com a família e passar um dia agradável.
A ementa é Porco no espeto, arroz de feijão, bom vinho a sobremesa é surpresa.
Venha visitar a aldeia do Corterredor e será bem recebido.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O Rasto dos Barrões" no Corterredor

Aquele vale do Ceira onde as encostas são mais íngremes e o solo mais pedregoso, as margens mais alcantiladas e apertadas, a paisagem reverdejante e a quietude se estende para montante, é o percurso mais genuíno dum rio que galga da montanha para ali ir perdendo o declive, na mira de encontrar um leito mais suave até à foz. O trajecto mais montanhoso mereceu-nos uma observação sobre usos e costumes daquelas gentes, com o propósito de deixar um registo bem vincado na memória. Não se trata duma monografia mas duma verdade ficcionada.
Este registo não pretende ofuscar o enorme e afincado trabalho dum regionalismo feito de lutas e paixões que, ao longo dos tempos, tem clamado pela maior visibilidade das suas aldeias, cujos habitantes vão dando a rica presença humana à serra que, à primeira vista, parece nua intransponível e desabitada. É uma aguarela fresca que estas margens nos deixaram nestes acessos difíceis, onde o verde e as rochas vão coabitando sem conflitos, tal como as gentes beirãs, de grande apego à sua terra, vão estabelecendo uma dimensão humana por aqueles vales além. Não fora a nossa qualidade de serranos e o espanto nos teria assaltado com maior intensidade.Este vale verdejante onde existe a profunda e verdadeira ruralidade típica, protegida de toda a poluição, aberto ao nosso conhecimento em tempos de "vacas magras", onde a tarefa do carvão era uma marca serrana, cuja figuração, hoje só poderia existir no nosso imaginário como se duma visão da tarde de calor se tratasse. Pois bem, este vale (melhor ou pior caracterizado) foi palco das personagens de "O Rasto dos Barrões" que retratam bem a têmpera dos homens que foram capazes de lutar contra adversidades que a montanha lhes impunha, os meios lhes restringem o folgo, mas o querer e a vontade indómita lhes aguçava o engenho e a arte. Tempos difíceis!Aqui, neste palco oferecido pela natureza, vai ocorrer uma cerimónia em homenagem aos carvoeiros, executantes duma tarefa árdua tão difícil quanto perseguida, aos santuários erguidos pela montanha em que o homem é apenas e só contemplador, excepção feita à capela da Sr.ª do Desterro. Destes marcos históricos, "O Rasto dos Barrões" vai deixar um testemunho público, na aldeia do Corterredor onde a Marquinhas tinha a taberna, o Raimundo se desunhava para conquistar esta beldade beirã. Não esquecendo a ti'Zulmira sardinheira que atravessava a serra com a canastra à cabeça para ganhar a vida sem vergonhas do mundo. Vida difícil!

Ficam assim convidadas as gentes das Mestras, Corterredor, Cabreira e toda a freguesia do Cadafaz, para uma cerimónia que dentro em breve terá lugar na aldeia do Corterredor, dando a conhecer o livro "O Rasto dos Barrões" que fala da vossa terra.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 17/09/2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

AS NOSSAS GENTES

Como é bom recordar o passado…

Assim, deixo aqui algumas fotos que me foram dadas pelo Arménio e pela D. Belmira.
Pena não conseguir publicar as que foram dadas pelo Sr. Manuel, (da Carvalheira), pois penso que foram mal digitalizadas e o blog não as aceita. Prometo que quando conseguir as publicarei.
Deixo aqui um apelo a quem quiser partilhar as suas fotos e dos seus antepassados que pertenceram a esta terra ou de ocasiões como por exemplo festas e acontecimentos importantes, poderá faze-lo para o mail eugenia-santacruz@hotmail.com. ou eugeniasantacruz1@gmail.com
Eu terei muito gosto em as publicar neste blog que só tem um objectivo: dar a conhecer a nossa terra, o nosso povo e as nossas tradições.

Clik em cima das fotos para abrir
Fotos cedidas pela D. Belmira

Foto cedida pelo Arménio

SARDINHADA NO CORTERREDOR

Foi com muita alegria que recebi o convite para estar presente na sardinhada organizada pelo Arménio e o meu cunhado Orlando que se encontrava de ferias nesta bela aldeia.

O dia começou com as compras da sardinha. Chegamos ao Corterredor já estavam as batatas cozidas as saladas feitas e a mesa posta. Como se tratava de um piquenique a mesa estava na rua debaixo das oliveiras junto a porta da Deolinda.
Alem da bela sardinha, não posso deixar de dizer que a prima Zulmira fez uma bola de carne no forno a lenha que estava uma delícia, assim como o pão-de-ló.
O Sr. Manuel da Carvalheira e a sua esposa deram-me uma fotografia (que tem 70 anos), o Arménio uma que tem +/-30 anos, mais tarde irei partilhar com todos os que visitam este blog as mesmas.
Estes momentos enriquecem-nos interiormente. É muito bom recordar o nosso passado, pois sem ele não haveria o presente.
Foi um dia bem passado na companhia de amigos e familiares, espero poder repetir este convívio para o próximo ano.
Bem haja a todos.
As fotos deste dia para mais tarde recordar. Clik para abrir


A sardinha estava bem assada, parabéns aos assadores.




Que belo convivio.



Foi num forno como este que foi cozida a broa e a bola de carne.