segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O QUE É SER BOMBEIRO

Ser Bombeiro é mais que uma profissão, é sem dúvida uma vocação pelo simples prazer de proteger a vida
Não existe nada mais nobre que salvar vidas. E os Bombeiros entendem disso mais que ninguém, por que investem corpo e alma numa profissão de alto risco
E tudo isso para que todos aproveitem os melhores momentos de suas vidas com segurança e tranquilidade
Ser Bombeiro é acima de tudo amar e proteger a vida até o ultimo instante
Ser Bombeiro é trabalhar por amor á vida dos outros
E como alguém disse: Bombeiro: a mais exacta tradução de ser "humano"
Mas toda essa coragem, força e paixão pela profissão não seria possível se não houvesse pessoas como vocês que não são bombeiros, mas com certeza são de coração e estão sempre ao nosso lado!!!!

Desde muito nova que a palavra bombeiros faz parte da minha vida. Os meus irmãos João, Arlindo José e Filipe Santa Cruz foram bombeiros. O meu irmão João ainda hoje faz parte da corporação de bombeiros Voluntários de Góis, está no quadro de honra.
Lembro-me das noites passadas em claro ao lado da minha mãe, pois sempre que os filhos saíam em serviço dos bombeiros não dormia. Com o tempo foi-se habituando, mas coração de mãe nunca está descansada. Sentia muito orgulho nos seus meninos por estarem sempre disponíveis para ajudar os outros, (ela à sua maneira era o que fazia no seu dia-a-dia).
Os meus Primos também foram e alguns ainda são bombeiros. A Dina Marlene Bandeira e a irmã Patrícia Bandeira (minhas primas) são um exemplo para quem quer ser bombeiro por vocação, como ela diz no seu testemunho dado numa entrevista ao Jornal O Varzeense.
Hoje compreendo melhor que ninguém a aflição da minha mãe e de todas as mães cujo os seus filhos são bombeiros, pois há um ano que a minha filha mais nova (16 anos) faz parte desta grande família. É bombeira no Quartel de Bombeiros Voluntários de Sintra. Desde pequena que ela queria ser bombeira, mas confesso que me esforcei por lhe retirar esta ideia (tinha e tenho muito medo) Todo este meu esforço não resultou, já lhe está no sangue,. Tenho muito orgulho na minha filha, mas sempre que ela sai para ir para os bombeiros, fico com o coração bem pequenino.

É desde criança que se tem que despertar o interesse pelo voluntariado e o gosto pelos bombeiros.
Os bombeiros voluntários de Sintra têm uma escola de Infantes e de cadetes que vai dos 4 aos 18 anos, acredito que estes jovens serão os bombeiros de amanhã.
Góis já tem uma pequena infanta, a Lara Daniela Monteiro Nunes, com apenas 3 anos mal ouve o toque dos bombeiros ou das ambulâncias corre para o quartel.

A Rita Lourenço (minha filha)



Deixo aqui parte da entrevista dada ao Jornal O Varzeense:

“Francisco Dias apelou à entrada de novos elementos para os Bombeiros e incitou principalmente à consciência dos jovens referindo: "ser bombeiro contribui para uma sociedade melhor, adquirem-se muitos conhecimentos e é uma missão gratificante".
O Corpo de Bombeiros de Góis, acrescentou o seu comandante "espera por jovens a partir doa 16 anos e pensa-se, dentro em breve, poderem integrar crianças desde os 11/12 anos, começando desde pequeninos a ser dotados de formação e motivação".
Na opinião de Francisco Dias, é desde criança que se tem que despertar o interesse pelo voluntariado e o gosto pelos bombeiros e é sem dúvida essencial a presença de jovens nos Bombeiros, por isso, deixou um apelo aos jovens do concelho de Góis: "olhem para a sociedade em geral, compreendam a necessidade de existir bombeiros e venham juntar-se a nós".

“Dina Marlene Bandeira deu o seu testemunho como bombeira.Para além de ser uma coisa que sempre a fascinou, tinha familiares nos bombeiros, pelo que, com apenas 17 anos ingressou na Associação e iniciou a sua formação, deslocando-se de Coimbra a Góis todas as sextas-feiras, em conjunto com a sua irmã, para frequentarem a escola de cadetes aspirantes. Ainda sem carta de condução agradece à sua mãe que as acompanhava semanalmente.Dina concluiu a sua licenciatura sempre em simultâneo com os bombeiros. Mais tarde conciliou a sua vida profissional e política, nunca deixando de prestar voluntariado nos bombeiros de Góis. "É perfeitamente possível", afirma Dina Marlene dizendo que, foi sempre uma boa experiência, que lhe forneceu maturidade e conhecimentos, para além de, na sua opinião, ser gratificante conseguir ajudar os outros. Apesar de não estar nos bombeiros para lhe agradecerem, confessa que é extremamente gratificante quando alguém lhe diz: "obrigado pelo que fez por mim".
A bombeira Dina lamenta o facto de terem saído alguns elementos dos bombeiros, facto que justifica, talvez por motivos de ordem profissional ou pelas actuais exigências da actual legislação.
Tal como o comandante, também Dina Marlene afirma que a legislação, apesar de exigir mais, não exige nada de anormal, visto que, afinal exige aquilo que já se fazia.
Dina acrescentou: "agora já um mínimo de horas em termos de formação, piquetes, assiduidade ao quartel, mas não é nada fora do normal" e acabou por confessar: "para se socorrer bem há necessidade de se estar bem informado. Os tempos mudam e as exigências também têm que mudar" e exemplificou que para se ingressar no curso de INEM (pré-hospitalar) é necessário ter pelo menos o 12.º ano. Dina lamentou ainda o facto de haver apenas quatro bombeiros com curso de tripulante de ambulância de socorro, o que, na sua opinião, é muito pouco.
A bombeira Dina tem notado que, ultimamente, as instituições e particulares já começam a pensar em apoiar os bombeiros, dando o exemplo dos "Irmãos Figueiredo" que permitiram a realização de um baile a favor dos bombeiros e a ajuda que os escoteiros têm prestado, sempre que solicitados.Dina Marlene é ainda delegada da Juvebombeiro que tem por missão: a mobilização dos jovens inseridos em corpos de bombeiros voluntários entre os 14 e os 30 anos, de modo a sensibilizá-los e motivá-los para os valores subjacentes ao associativismo e ao voluntariado nos bombeiros, implicando-os na realização de acções concretas de solidariedade e convívio, a fim de que assumam responsabilidades e desenvolvam o espírito de iniciativa no âmbito da instituição de que fazem parte integrante, garantindo, assim, a sua continuidade. É ainda intenção da Juvebombeiro promover campanhas de sensibilização entre a população e continuar a fazer campanhas de avaliação de glicemia e tensão arterial.
Dina Marlene Bandeira deixou ainda um apelo aos jovens, para que ingressem não só nos bombeiros, mas também nas restantes instituições locais, como os escoteiros, filarmónica, futebol, entre outras, de forma a desenvolverem o voluntariado e construírem o seu bom carácter.
Lara Daniela - Um exemplo a seguir
Lara Daniela Monteiro Nunes, com apenas 3 anos e meio e muita dedicação aos Bombeiros, referiu ser esta a sua maior paixão.
Recorde-se que Lara é filha de: Cátia Nunes e José Nunes (bombeiros) e neta do, também bombeiro, Celestino Nunes.
A pequena Lara afirmou ao nosso jornal que há mais de um ano que corre para os bombeiros sempre que a deixam, mas o seu avô foi mais longe e arriscou mesmo que a Lara "é bombeira desde que nasceu".
Tudo parece fascinar a Lara, desde as ambulâncias, aos carros, passando pelo toque da sirene, mas é, sem dúvida, a farda que mais a fascina.Aprumada e a marchar com o passo certo, já estreou a sua farda, este ano, na procissão realizada em Góis, no dia do "Corpo de Deus".
Lara promete fidelidade aos bombeiros e deseja ansiosamente crescer rápido para poder participar ainda mais activamente no Corpo de Bombeiros de Góis.”

in O Varzeense, de 15/07/2009

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